Portugal
O que é o debate do OE? É a Liga dos Campeões? Sinceramente parece! Realmente vivemos de futebol, e ontem mostrámos que assim é, quando não discutimos Futebol, discutimos algo como se fosse futebol. O debate de ontem foi analisado sobre essa óptica (baseado nos jornais que li): Dois partidos partiram para a ronda, cada um com a sua estrela: Sócrates (nem de propósito) e Santana (uma espécie de Ronaldo, o brasileiro, sempre foi considerado o melhor mas quando teve que carregar a equipa vacilou, estilo França 98, mas no fundo é mais parecido com o Dani do Sporting). Mais não interessa, só o confronto entre eles, nem equipa, nem quem prepara as pastas. Treinadores, não há: Sócrates é tudo, equipa, jogador, treinador, apanha bolas, apenas tem um roupeiro: Mário Lino. Santana não precisa nem de equipa, nem treinador, só de alguém que diga: “vai jogar para ali antes de saíres à noite”! E foi neste espírito que decorreu o debate e a análise. Começou com o “o início de um novo ciclo” de Santana (uma frase que se usa sempre depois da mudança de treinador), anteontem, e acabou com: (notícia do Público) “Devolvam os bilhetes.” A frase de Francisco Louçã, dita ontem já o debate do Orçamento do Estado ia longo no Parlamento, resumia o sentimento geral que se seguiu ao frente-a-frente entre o primeiro-ministro José Sócrates e o seu antecessor Pedro Santana Lopes. O actual líder parlamentar do PSD não conseguiu corresponder às expectativas que ele próprio ajudou a criar, ao anunciar para ontem o início de um novo ciclo. “Este era o debate para o Primeiro Ministro ganhar. Não correu como eu queria, amanhã há-de correr melhor”, reconhecia Santana ao fim do dia. Não sem antes apontar o dedo ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, que lhe pediu para terminar ao fim dos cinco minutos previstos: “Contava com a sua habitual tolerância. Nunca o vi fazer isto”, lamentou, lembrando que José Sócrates falou durante mais de meia hora. “O Governo sai vencedor com um Orçamento em que tem resultados, porque vence quem tem resultados”, analisou por seu lado o primeiro-ministro, depois de ter recusado a ideia de um duelo: “Isto não é o Parque Mayer”, ironizou. Tinha se intervir um daqueles velhos “resmengas” (da bancada, 3º anel) a criticar porque é a única coisa que sabe fazer, depois nem árbitro escapou às críticas da parte do vencido, que se guardou para a segunda-mão e terminou com a terminologia que só os jogadores percebem: Isto não é o Parque Mayer?? Só podia ser ou o Chen ou o Estádio da Luz. Mas lá está, Sócrates não percebendo de teatro refugiou-se em algo que faz bem, mas que não interessava nada para o tema: Teatro.
Abraço


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