quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Política IX

Jobs for the boys v.2.0

PSD


A modernização do PSD passa por uma reestruturação organizativa e funcional do partido, de modo a que este tenha condições de elaborar propostas para a governação da sociedade com base em estudos de qualidade e em informações actuais. Para isso, o PSD tem de deixar de viver do voluntarismo e do amor à camisola dos militantes e profissionalizar-se, passando a funcionar como uma empresa, como fazem os grandes partidos europeus. Esta é a convicção da nova direcçãodo PSD, para quem a actual situação tem de ser alterada a curto prazo. Para isso, o novo presidente vai apresentar em breve ao conselho nacional um plano de acção e um conjunto de medidas. Dando início à profi ssionalização do partido, vai ser aberto um concurso, ao qual só podem concorrer militantes, para seleccionar assessores para a comissão política do partido. Estes gabinetes funcionarão por áreas e trabalharão articulados com os assessores do grupo parlamentar, coordenados por um vice-presidente da bancada, um vogal da comissão política e um vice-presidente do partido como responsável máximo.
A mudança da organização do PSD passará também pelo redesenho da função das sedes do partido. A ideia é a de que as sedes se abrem só para as campanhas eleitorais, pelo que é necessário torná-las úteis ao cidadão. Assim, o cidadão poderá ir a uma sede do PSD saber como concorre à universidade ou como paga os impostos e recebe também a informação do que o partido pensa sobre o assunto. É neste contexto que a nova direcção do PSD põe a hipótese de vender sedes, incluindo a sede nacional na Rua de São Caetano à Lapa, em Lisboa. O objectivo é ter edifícios funcionais para as novas necessidades. A venda de parte do património imobiliário do PSD prende-se também com a necessidade de financiamento da modernização do partido. A este nível, as mudanças poderão passar pela introdução de quotas diferenciadas, em que os militantes de mais posses paguem mais.

Notícia do Público de 20 de Novembro de 2007


Isto só demonstra a (grande) visão de Menezes: "Provavelmente não "cheiramos" o Poder nos próximos tempos, por isso temos que nos empregar a nós próprios!! Se não é no Estado, criamos nós o nosso pequeno Estado!"

Abraço

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