Café curto? Pa curto já bastava o outro! Quero um chá de Laranja e não uma meia de Leite!! PSD
Terminadas as eleições no PSD, na minha opinião, o derrotado foi o partido. Digo isto pois sempre considerei que nenhum dos dois candidatos seria bom para o partido. Porquê? Marques Mendes até agora não o foi, não seria depois destas eleições, foi um líder que não soube ser líder, aquele líder que motivava quem o rodeava, um líder admirado, alguém que podíamos ver como Primeiro-ministro. Não se afirmou dentro do partido, logicamente não se iria afirmar à nação. Mesmo ganhando iria continuar a sua governação sem brilho e a sua oposição sofrível. Sempre o considerei um dos bons Ministros do Governo All-Star de Cavaco Silva, mas como “Front Man” (do partido) não sou fã do seu trabalho. Luís Filipe Menezes é o líder de uma facção do partido mas não é melhor que MM, aliás como se pode avaliar o trabalho de Menezes? Autarca de Gaia, médico de profissão (apesar de pouca gente o saber e quase ninguém saber se exerce!) e pouco mais. Menezes faz-me lembrar sempre um delegado do congresso de quando era pequeno em que ouvi um homem insurgir-se contra um “partido sulista, elitista e liberal”. Era ele próprio, à cerca de 10 anos e já nessa altura perfilava-se como candidato, apesar de terem ido à disputa Durão Barroso, Santana Lopes e… Marques Mendes. Ponho-me a pensar o que é que evoluiu o partido desde então? A grande questão entre estes dois candidatos é o seu crédito na sociedade. Nenhum consegue chegar ao Zé (que dominou também um congresso), ao eleitor. (ponto final) Também não estão muito interessados pois consideram que só o facto de serem presidentes do partido os qualifica para tal, mas não, um partido e o seu líder têm de ser da sociedade civil, e não o contrário, algo a que nenhum dos dois pertence, pois são filhos do partido, surgiram para a sociedade como políticos e é este o seu “feito”, o que é um handicap pois ninguém se identifica com um Político, só Político. Tem de existir algo mais, mas nos dois não existe: ideologias (zero), só discutem o partido e tentam dominar o partido. A última semana assim o mostrou: A verdadeira corrida eleitoral foi ver quem é que conseguia pagar mais quotas de militantes. No fundo o partido continuará no seu estado catatónico, autista, até que feche (e entregue a chave) ou se abra para a sociedade, mas isso só com alguém completamente fora do “sistema” actual e com créditos da (e na) sociedade civil.
P.S. Este Blog poderá ser o início…
Abraço!
Em aditamento coloco uma notícia do Público de 02 de Out. de 2007:
Marques Mendes não vai ao Congresso
Não vai ao congresso e tão cedo não deve voltar à política. O ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, um dos políticos portugueses que desempenharam durante mais tempo funções governativas desde o 25 de Abril – 12 anos no total –, pode mesmo “pendurar as chuteiras” da política definitivamente. Isto apesar de não ter uma vida profissional conhecida, para além de uma longínqua lide como advogado em Fafe, da presidência da sociedade titular da Universidade Atlântica e de consultor da Efacec. De resto, a sua vida sempre foi marcada pela actividade partidária, antes mesmo de chegar ao primeiro cargo público - a vice-presidência da Câmara de Fafe, em 1977. Quando não estava nos órgãos do partido, estava no Governo, ou no Parlamento, ou pelo menos na Assembleia Municipal de Oeiras. Como presidente do PSD, auferia o salário equivalente a vice-primeiro-ministro. Agora, pouco ou nada lhe resta. Espera-o uma mais que provável longa travessia no deserto.
Não vai ao congresso e tão cedo não deve voltar à política. O ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, um dos políticos portugueses que desempenharam durante mais tempo funções governativas desde o 25 de Abril – 12 anos no total –, pode mesmo “pendurar as chuteiras” da política definitivamente. Isto apesar de não ter uma vida profissional conhecida, para além de uma longínqua lide como advogado em Fafe, da presidência da sociedade titular da Universidade Atlântica e de consultor da Efacec. De resto, a sua vida sempre foi marcada pela actividade partidária, antes mesmo de chegar ao primeiro cargo público - a vice-presidência da Câmara de Fafe, em 1977. Quando não estava nos órgãos do partido, estava no Governo, ou no Parlamento, ou pelo menos na Assembleia Municipal de Oeiras. Como presidente do PSD, auferia o salário equivalente a vice-primeiro-ministro. Agora, pouco ou nada lhe resta. Espera-o uma mais que provável longa travessia no deserto.

1 comentário:
son,
Antes de mais Boa sorte para este blog que, apesar de não precisar de te dizer, espero acompanhar por muitos e bons anos!
Quanto ao post em si, apesar de por várias vezes já termos discutido esta problemática, lanças aqui um ponto que acho que não pode deixar de ser comentado - os políticos de profissão.
Ora se olhares à volta é exactamente isso que as noavs gerações que dominam a política são. O que é o nosso Primeiro-Ministro? Cada vez mais a política esquece as ideias e os contributos do mundo real de cá de fora e fecha-se entre si, com guerras de paróquias e os bons de fora não se querem meter num mundop cada vez mais podre onde se recebe mal e se tem a vida pública devassada.
Quanto à opção dos eleitores sociais democratas ... a paciência é uma virtude! Sinceramenet não acredito que Luís Filipe Menezes traga qualquer coisa ao país e por isso acredito que este resultado das internas do PSD foi o melhor para o PS.
Com Mendes talvez Sócrates não tivesse maioria absoluta. Com Menezes os "20% de voto volátil do centro responsável", aquele que decide quem vai governar e se o faz ou não com maioria absoluta, não irão atrás do populismo e do bota-baixismo de Menezes.
Mas um partido como o PSD nunca terá que "entregar as chaves" como dizes ... simplesmente terá que se renovar muito e preparar-se para a caminhada no deserto até 2013. O que será interessante será o jogo pela luta do poder a partir de 2009, pois Rui Rio, Morais Sarmento e outros que poderão aparecer serão tentados a não avançar logo mas a ter que fazê-lo!!!
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