Portugal Rugby
Depois do Mundial e da exibição da nossa Selecção muito se falou sobre a evolução do nosso Rugby, especialmente a nível interno, pois necessitávamos e necessitamos de evoluir para nos tornarmos competitivos à escala mundial e deixarmos de ser os "melhores amadores". Quem conhece o rugby nacional sabe que uma coisa é a nossa selecção e outra é o nosso campeonato, pois o nível é distinto, e a organização e atenção por parte de Federação e adeptos também. Este campeonato começou com novidades, especialmente ao nível de patrocínios, público nos campos, um "bom" resultado da exposição mediática do Campeonato do Mundo, e ao nível de praticantes que em todos os clubes aumentou, mas a nível de mentalidades (especialmente competitiva), ao que parece nada mudou. Digo isto baseado na notícia do Dn de hoje sobre uma chicotada psicológica ao final de 3 jornadas/3 vitórias, na Agronomia, Campeão Nacional. Faz-me confusão um treinador ser demitido "ou sair em mutuo acordo" por querer impor métodos e atitudes "profissionais" aos jogadores e, por isso, alguns jogadores ameaçarem sair do clube. E ainda o Presidente "encolher os ombros" e dizer "ele era bom demais para o nível do râguebi nacional, e portanto para o nosso nível"!! Sim é melhor não evoluirmos e continuar a ser um "feudo" uma pseudo elite, ou bons só em Portugal!!
Presidente reconhece que técnico estava a criar problemas na equipa
A pouca flexibilidade e rigidez de métodos do técnico Phillipe Kellerman, comparando com o habitual no râguebi nacional, levou à saída do sul--africano da equipa de Agronomia, cargo que ocupava há dois meses.Para o presidente dos campeões nacionais, Amado da Silva, o técnico é uma das pessoas que "mais sabe de râguebi das que encontrei na vida". Acrescentando que sempre se mostrou de uma dedicação extraordinária, tendo tempo para deixar marca: "Quase que poderei dizer que ele era bom demais para o nível do râguebi nacional, e portanto para o nosso nível. Satisfiz tudo o que pediu, mas reconheço que a sua forma de estar na modalidade, por vezes demasiado rígida e pouco flexível para o que estamos habituados, estava a criar problemas dentro da equipa." E acabou por admitir ao DN que, apesar de inesperada, esta decisão "talvez acabe por ser boa para Agronomia", pois "estava em risco de perder alguns jogadores". Demonstrando a forma espartana de encarar a profissão, nos dois meses em Lisboa, Kellerman- que venceu todos os jogos realizados em Portugal - praticamente não conheceu a capital, pois vivia 24 horas por dia na Tapada, numa entrega total ao râguebi.
DN de hoje
Abraço


1 comentário:
Boa análise Jason!
De facto nem sempre o "grande salto em frente" tem os melhores resultados. Os dirigentes do Agronomia pearecem achar que para sair do 8 para 80 "o óptimo é inimigo do bom", o que nem sempre é falso!
Parabéns pelo blog!
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